sexta-feira, 26 de junho de 2009

A aventura do papel


Quando criança, lembro me que peguei o livro "A aventura do papel", ainda na biblioteca da então Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus Professor Paula Santos, para ler em casa.
A iniciativa era dada pela saudosa Professora Florinda e também depois pela Dona Thalma. O incentivo a leitura era claro na época, e toda a semana, num dia estipulado íamos até a biblioteca e adotávamos um livro para que o tempo de lazer em casa fosse mais produtivo.
É claro que nem sempre tínhamos a felicidade de pegar um livro bom, animado e estimulante, mas na maioria das vezes era uma descoberta fantástica. Lembro-me de alguns bons como o primeiro que li: "A Ilha perdida"; como também me lembro de péssimos e traumatizantes como "O Barbeiro" (até hoje tenho medo desse inseto).

Voltando à "A aventura do papel"...

O livro me inspirou. Inspirou também o meu pai, que desde sempre trabalhou neste ramo papeleiro, antes como "sucateiro" e depois como "reciclador".
Ele gostou tanto que adotou o texto abaixo como diretriz.
É triste, mas real.
Assim, divido com vocês, lembrando do último texto que escrevi, sobre sustentabilidade. Vale a reflexão!

" Os trapos fazem o papel
O papel faz o dinheiro
O dinheiro faz os bancos
Os bancos fazem os mendigos
O mendigos fazem os trapos
Os trapos fazem o papel"


Odile Limousin

(Map of the world)

2 comentários:

Fernando Schiavon disse...

Adorei o texto, senti-me criança de novo! Fazendo coisas parecidas na biblioteca da Escola Leonor Fernandes da Silva. A Biblioteca que me acolheu quando pequeno e no qual "ganhei" muitas horas, ao invés de perdê-las. Gostei de lembrar de meus primeiros livros e das imensas estantes com livros, mostrando um mundo novo: o da leitura. Obrigado Carol!

Alex Pinheiro disse...

Quer saber?! Ainda no meu tempo de Acylino li "A turma da rua XV" pela série vagalume, se não me engano é esse o nome do primeiro livro que considero realmente ter lido... A série vagalume foi sensacional!

Aê esse ano assistindo @LetraLivre me apaixonei pela lucidez e ironia de Marçal Aquino e, pesquisando, descobri que ele é o autor do primeiro livro que efetivamente li.

Gostei de lembrar disso, rs.

Bjs e literárias invenções!