terça-feira, 23 de junho de 2009

Transparência rumo a sustentabilidade

A Conferência Internacional Ethos 2009, cujo tema foi: “Rumo a uma nova economia global – A transformação das pessoas, das empresas e da sociedade” aconteceu de 15 à 18 de junho no Hotel Transamérica, em São Paulo.
Todos os painéis, palestras, encontros e oficinas visavam apontar o que já se alcançou e o que ainda falta ser feito para que o Brasil se torne sustentável.
Pessoas físicas, empresas, Ongs, mídia e governo. Esses são os setores que continuam precisando seguir em frente, rumo a projetos e ações verdadeiramente completas, no sentido de agir pessoalmente em prol da sociedade e do ambiente, não se esquecendo de que o produto confeccionado por cada um (seja material, ou imaterial) reduza, ao máximo, riscos ambientais e sociais.
Não adianta economizar água e energia elétrica, se no final do curso o produto gerado acarretará resíduo a terceiros. Isso significa pensar no todo.
A frase célebre da raposa, no tão conhecido livro “O pequeno príncipe” de Exuperì já dizia: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
No mundo dos negócios e da economia a premissa continua valendo. Somos responsáveis pelos nossos atos e também pelos atos de nossos fornecedores e clientes. Todos os envolvidos no processo são peças preciosas para que a engrenagem sustentável seja um resultado real.
Empresas que fabricam computadores, por exemplo, devem sim otimizar os recursos no processo, mas precisam pensar em estratégias para que o produto final, quando sucateado, tenha destino certo, e não ser mais um dos principais problemas ambientais atuais.
Empresas que poluem (ainda) o Meio Ambiente, não podem apenas apoiar projetos culturais, mostrando que “fazem a lição de casa” se continuarem a poluir.
A mídia, por outro lado, não pode cobrar dos empresários, transparência, se também não o fazem.
Sim, transparência foi a palavra da vez. Parece-me que a tão falada transparência é a diretriz para que o Brasil se torne um dia, realmente sustentável.
Questionados por mim, na abertura da Conferência, três grandes representantes da imprensa do sudeste do Brasil simplesmente não responderam o que fazer com cerca de 75% de descarte de produção (leia-se devolução das bancas). Claro, afinal, o que fazer: diminuir a tiragem? Migrar de vez para a internet? Qualquer uma das opções geraria um problema econômico nas grandes redações: o que falar para os anunciantes?
Estamos em tempos de reflexão e absorção de todos esses novos (novos?) conceitos e necessidades. É preciso, porém, que ações sejam traçadas logo, rumo a tão almejada sustentabilidade. Não só por nós, mas em prol de vida saudável e menos caótica aos que usufruirão deste planetinha nas próximas gerações.
E esse fazer tem que ir além do economizar, reciclar e reutilizar. É preciso repensar!

Em tempo: Eu ainda prefiro ficar com as falas de Tião (palestrante) na minha mente e coração. Ele faz um eficiente trabalho numa periferia... Há 10 anos evita que meninos sigam o destino do corte de canas. Em todos esses anos, Tião disse que só perdeu 10 meninos... Porém, não para o corte e sim para a arte: música e dança! "Aí sim a gente pode perder e ainda fica muito feliz", finalizou!

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