sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O sol

Dizem que após a tempestade vem o sol.
Assim espero.
E faz um tempo já que espero...

Tudo ainda se faz nebuloso. Nada tem cor, nem sabor...
Parece que quando as coisas tendem a entrar no trilho, cai mais um temporal.

A cabeça gira, os pensamentos se acumulam, mas soluções não aparecem.

Busco me centrar, mas o vento forte trazido pela chuva, tira minha alma e só sobra a carne... Esta sai perambulando, sem rumo. Nenhuma expressão pode ser notada.

É como se o rio guiasse, em suas águas caudalosas, esse monte de ossos.

Fico à deriva. A espera (aquela mesma espera do início do texto) de tempos de sol, de calor, de vida...