segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Público recebe mais edições de "O Pagador de Promessas"

Participar de um acontecimento único não tem preço. É um mix de felicidade, de orgulho, muito prazer, realização e dedicação.
A releitura de "O Pagador de Promessas" é um exemplo disso. A união entre dança, teatro e música proporciona um resultado maravilhoso aos olhos do público. Para nós que fazemos do palco essa realização é ainda mais valioso. Ter essa honra de abrir o tão esperado CEC faz deste fato, momento que ficará marcado para sempre.
Isso tudo já seria ótimo, porém, ver a casa cheia em todos as edições faz o resultado ser ainda mais significativo.
Hoje (10), terça (11) e quarta-feira (12) às 20h30 três reapresentações foram marcadas devido o sucesso e a procura.
Meus desejos são voltados sempre para que esse desejo pela arte seja contínuo, em todos os espetáculos que forem apresentados na Sala Palma de Ouro. Que Salto dê mais um salto rumo a formação de público em prol da arte.
Mais uma vez deixo aqui meus agradecimentos pela oportunidade de fazer parte deste projeto, assim como convidar quem ainda não assistiu, que compareça e prestigie os artistas desta terra abençoada pelo talento.
O CEC fica na esquina das ruas Prudente de Moraes e José Revel. As apresentações são gratuitas e livres, porém, é preciso garantir ingresso com antecedência (direto na bilheteria do CEC em horário comercial).

(Acesse Vídeo - fragmentos do espetáculo - por Jornal Taperá)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"The show must go on"

Hoje me sinto presenciando a lenda do "Moulin Rouge".
Tanto a original como o filme contam a história de um teatro que às duras penas consegue ser erguido e um grande espetáculo é encenado para a tão esperada estréia. Porém, ao final do grande dia uma fatalidade tira dos rostos dos artistas aquela sensação de missão cumprida. A alegria se esvai e uma enorme tristeza toma conta de todos por conta de uma fatalidade envolvendo a grande estrela, Satine. Enquanto a platéia delira de um lado, de outro, os artistas são silêncio e lágrimas.
Aqui em Salto presenciamos, uns na platéia, outros no palco, a satisfação e a honra de contarmos com um novo e grandioso espaço que abrigará as artes. Tivemos também o privilégio de ver que a união dos artistas é capaz de em poucos dias fazer do espetáculo de estréia um acontecimento inesquecível.
Mas a nossa Satine também se fez presente, desta vez, com o nome de Edivaldo.
Talvez ele tenha sido o maior motivador deste acontecimento. Animado, sempre sorrisos, ele acompanhou as obras de perto: fazia questão de registrar em sua amadora máquina fotográfica todas as etapas da obra. Durante os ensaios estava sempre compenetrado, e ao final das duas primeiras noites de espetáculo, fazia questão de cumprimentar a todos os colegas, com muito calor e animação.
Na noite de domingo essa felicidade deu a primeira enfraquecida: com fortes dores de cabeça, Edivaldo preferiu voltar para casa ao invés de se confraternizar...
No dia seguinte já não falava e mal conseguia se movimentar. No hospital foi dado o diagnóstico: intoxicação alimentar. Porém, ao invés de melhorar o ator, o amigo, o entusiasta Edivaldo piorou e voltou ao hospital.
Neste momento é provável que esteja sendo operado, pois o que ele teve, na realidade, foi um AVC hemorrágico.
Espero, sinceramente (e pedindo muito ao criador) que o final desta história seja diferente da de "Moulin Rouge" e que em breve a nossa estrela volte a brilhar, e que aí sim os nossos olhos chorem, não mais de tristeza, mas por rever o talento de Edivaldo.

(Aqueles que puderem, orem por ele!)

Enquanto Edivaldo se recupera (eu acreito nisso) o espetáculo continua em cartaz, na próxima semana: segunda (10), terça (11) e quarta-feira (12) às 20h30 no CEC: "The show must go on", e desta vez, que seja em homenagem a ele.

(Foto - Edivaldo em "Wilde Censurado")